segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Regra Máxima da Convivência Humana

Há uma lei da conduta humana da máxima importância. Se obedecermos a esta
lei, quase nunca teremos preocupações. De fato, tal lei, sendo seguida, nos
ensejará um número sem conta de amigos e constante felicidade. Mas, assim que a
violarmos, teremos logo de enfrentar uma série infinda de transtornos. A lei é
a seguinte: Fazer sempre a outra pessoa sentir-se importante.
John Dewey, afirma que o
desejo de ser importante é a mais profunda solicitação da natureza humana; e
William James assevera que: "0 mais profundo princípio na natureza humana
é o desejo de ser apreciado".
É a solicitação que nos
diferencia dos animais, é a solicitação responsável pela própria civilização.
Filósofos têm andado
pesquisando sobre as regras das relações humanas por milhares de anos e, de
toda essa pesquisa, apenas se desenvolveu um único preceito, o qual não é novo,
é velho como a História. Zoroastro o ensinou aos seus adoradores do fogo, na
Pérsia, três mil anos atrás. Confúcio pregou-o na China há vinte e quatro
séculos. Lao-Tsé, o fundador do Taoísmo, ensinou-o aos seus discípulos no Vale
do Han. Buda pregou-o no Ganges Sagrado quinhentos anos antes de Cristo.
Os livros sagrados do
Hinduísmo ensinaram-no mil anos antes. Jesus ensinou-o entre as montanhas de
pedra da Judéia há dezenove séculos passados. Jesus resumiu-o em um pensamento
- provavelmente o mais importante preceito no mundo: "Faça aos outros o
que quer que os outros lhe façam".
Você deseja a aprovação
de todos aqueles com quem está em contato. Quer o reconhecimento do seu real valor. Quer sentir-se importante no seu
pequeno mundo. Não quer ouvir lisonjas insinceras e baratas, mas deseja uma
sincera apreciação. Quer que os seus amigos e associados sejam, como disse
Charles Schwab, "sinceros nas suas apreciações e pródigos nos seus
elogios". Todos nós queremos isto.
Obedeçamos, portanto,
à Regra de Ouro e demos aos outros o que queremos que os outros nos deem. Como?
Quando? Onde? A resposta é: todas as vezes, em toda parte.

Texto adaptado do livro: Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie